domingo, 6 de junho de 2010

Um Poema...

Voava uma folha de papel,
Sobre os caracóis que esvoaçavam,
Empurrados e puxados pela força do vento,
Um papel que determinava um momento,
Que escondia um sentimento,
No rosto de dois seres que se amavam,
No pedaço de chão onde estava caído um anel,

As letras descreviam,
Mentiam e sentiam,
As lágrimas que corriam,
Desmaquilhando o maquilhado,
No puro traçado,
Do rosto Humilhado,
De quem dizia amar,

O poema tudo e nada dizia,
Petrificado no papel,
Sem se poder mexer,
Continuava a tremer,
Preso pelo amor de um anel,
Que fora de um dedo,
Permanecia quente,
De um pacto pouco resistente,

Na verdade a folha encontrava-se vazia,
O anel no interior de uma mão desaparecia,
Como o amor e o calor,
De dois corpos juntos,
Num novo e mais completo mundo.

Brincadeira de Palavras

Quero inventar, sonhar, poder, morrer, sabendo, temendo...o sobriver, sem saber, o que fazer, dizer, ou pensar, devo amar, berrar, fugir, permitir, desistir? Pára!
Toca a concentrar, mente, acente, demente e deficiente, constante, montante, ENTUSIASMANTE, sem saber o que pensar, no que agarrar, VOU VOAR. perdoar, pacificar, matar! Não! Cambalhota, velha torta, nova porca. Mas que estou a fazer, rimar, brincar, aparvalhar, tentar, esconder...o que tenho para dizer? Tou a brincar, sonhar, conquistar, um sonho, pesadelo...quero fazer um apelo. Vou acabar, por me passar, isto não faz sentido mas está-me a animar.
GRITAR! AAAAHHHHH diria a marota, de calça rota, com rota para a reviravolta do...coiso!