Voava uma folha de papel,
Sobre os caracóis que esvoaçavam,
Empurrados e puxados pela força do vento,
Um papel que determinava um momento,
Que escondia um sentimento,
No rosto de dois seres que se amavam,
No pedaço de chão onde estava caído um anel,
As letras descreviam,
Mentiam e sentiam,
As lágrimas que corriam,
Desmaquilhando o maquilhado,
No puro traçado,
Do rosto Humilhado,
De quem dizia amar,
O poema tudo e nada dizia,
Petrificado no papel,
Sem se poder mexer,
Continuava a tremer,
Preso pelo amor de um anel,
Que fora de um dedo,
Permanecia quente,
De um pacto pouco resistente,
Na verdade a folha encontrava-se vazia,
O anel no interior de uma mão desaparecia,
Como o amor e o calor,
De dois corpos juntos,
Num novo e mais completo mundo.
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