Escorre-me o suor,
Gota a gota de dentro de mim mesmo,
Desde a minha testa,
Invadindo a minha face,
Deixando o seu rasto através do meu pescoço,
Questiono-me sobre,
Sobre...
Sobre o teu significado,
Sobre o porque das minhas pernas estarem a tremer,
Sobre o porque dos rasgões na minha carne,
Sobre os rasgões feitos por dentro,
Que parecem sarados por fora,
Mas que nunca serão curados,
Rastejo,
Não tenho coragem,
O meu lugar é no chão,
Debaixo dos pés das pessoas,
Debaixo dos sonhos,
Nunca ninguém me autorizou a sonhar,
Ao fazê-lo quebrei o limite,
Rebentei uma barreira,
Para agora estar abaixo de tudo e todos,
Para agora ter de lutar de novo,
Ou será que o limite é isto?
Será o chão ou a luta?
A Razão ou a censura?
Um sonho ou...
A vontade de sonhar.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Nada Interessa
Quando apunhalado,
De sangue estancado,
Após ter derramado,
No chão um bocado do seu lado,
Mortal,
Caminhou,
com as mãos sobre a barriga,
Chorou,
Pela sua ira,
Por não conseguir ser ele mesmo,
Por querer lutar, berrar ou gritar,
Enchendo o vazio,
Sorrindo mesmo tendo o corpo frio,
Já nada mais tinha interesse,
Os sonhos,
O Futuro,
O seu bocado imaturo, confuso e obtuso,
Chorou,
Limpou as lágrimas,
Um Homem chora,
Um Homem sofre,
Um homem...é um mortal
Já nada interessa,
As recordações,
As memórias,
Serão passado? Um presente distante?
Serão o amanhã? Ou temos a certeza que foi ontem?
Não consegui ser eu mesmo,
Não consegui admitir que uma lágrima me caiu pelo rosto,
Não consegui criar uma personagem,
Hoje,
Ou quem sabe,
Eu não sei...
Serei eu mesmo...
Nada interessa...
Tenho de ser eu mesmo
Até o sangue,
Se despedir da minha pessoa,
E esvaziar o meu corpo,
Pois nada mais interessa.
De sangue estancado,
Após ter derramado,
No chão um bocado do seu lado,
Mortal,
Caminhou,
com as mãos sobre a barriga,
Chorou,
Pela sua ira,
Por não conseguir ser ele mesmo,
Por querer lutar, berrar ou gritar,
Enchendo o vazio,
Sorrindo mesmo tendo o corpo frio,
Já nada mais tinha interesse,
Os sonhos,
O Futuro,
O seu bocado imaturo, confuso e obtuso,
Chorou,
Limpou as lágrimas,
Um Homem chora,
Um Homem sofre,
Um homem...é um mortal
Já nada interessa,
As recordações,
As memórias,
Serão passado? Um presente distante?
Serão o amanhã? Ou temos a certeza que foi ontem?
Não consegui ser eu mesmo,
Não consegui admitir que uma lágrima me caiu pelo rosto,
Não consegui criar uma personagem,
Hoje,
Ou quem sabe,
Eu não sei...
Serei eu mesmo...
Nada interessa...
Tenho de ser eu mesmo
Até o sangue,
Se despedir da minha pessoa,
E esvaziar o meu corpo,
Pois nada mais interessa.
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