sábado, 10 de dezembro de 2011

Think...

Pensar no pensamento pensando no vazio, em tudo e nada ao mesmo tempo provoca o que nós chamamos de dor, desconforto, sentimento...isso mesmo uma miscelânea de sentimentos que não podemos fugir deles sem ser deixando de pensar. Mas pensar pode ser a nossa desgraça tanto como pode ser a nossa salvação. É a pensar que tudo se desenvolve como uma grande bola de neve que esmaga tudo há sua volta acabando por ruir, ou como outra bola de neve que conforme rebola aumenta, crescendo, tornando-se mais forte, poderosa e capaz. Pensar Pensar Pensar. Aqui estou eu a pensar no pensamento e como seria se deixasse de pensar. Como gostava de apenas agira, cagar para segundas consequências, responder ao que precisa de ser respondido, falar do que me apetece e agir como quero. Que se foda o pensar o pensamento ou a ilusão de agradável dor que ele nos transmite. Sonhar em não pensar, pensar em não pensar de que adianta? acabamos sempre por estar a pensar, sei que estou a pensar no que estou a dizer porque por muito que este texto saia por instinto da minha cabeça tem de ser pensado de forma a fazer o mínimo de sentido quando estiver a ser transmitido. Se penso demasiadamente no pensamento? Não vejo porque não o deveria de fazer. Não vejo porque devemos de ignorar a nossa capacidade de pensar mesmo que ela seja má. Sei que pedi para não me deixarem pensar daqui para a frente mas ao longo da nossa vida é algo tão presente e tão em contacto directo conoosco que não dá para ignorar. É o que traz a felicidade o choro, a desilusão, as certezas, as incertezas, a nossa capacidade vem toda do pensar e de que como pensamos, pensar em coisas bonitas como na presença da pessoa que mais amamos ou pensamentos de outra forma bonitos como explodir algo de forma a que o único vestígio desse algo sejam as suas cinzas a voar.

World On Fire

Caos...
Pesadelos...
Terror...
Escuridão...
Falta de sítios para te esconderes e te reduzires há insignificância que tens. Sonhos despedaçados como objectos frágeis, tão fáceis de despedaçar como pisar uma flor. Ausência de cheiros para criar recordações e farto de imagens para absorver ainda mais. O fim? talvez um inicio escuro, poderoso e sem calor. Triste? é aquilo que temos que nos tem de dar a felicidade, e por isso o pouco que tenho agarro-o e não deixo que lhe toques, não há tempo, não há qualquer tipo de prazer, apenas sacrifício. Mas tu que muito possivelmente desconheces o que significa realmente a palavra sacrifício perguntaste sobre o que pode ser realmente tal coisa. Sacrificar o corpo, a mente e toda a esperança existente pela falta de luz faz algum sentido? Era o que muitos fariam, não caminham no escuro, tentam o mais rápido possível caminhar para a luz. Têm medo do desconhecido de arriscar ou de descobrir, sem espírito. Mas hoje há uma luz, a luz das chamas que corroem o mundo onde tu e eu habitamos sozinhos, ou um com o outro. Porque apesar de estares ai e eu aqui estamos na mesma sozinhos embora ambos saibamos que a existência um do outro algures num espaço de pouca distancia exista. Felicidade? que morra, que tudo arda e sofra como uma paixão ardente pelo terror do mundo, como o pesadelo do mais fraco, o inconsciente da consciência o segredo mais obscuro, como o fim de tudo e não de todos. O fim não é uma tristeza, ou uma amargura pode ser um sonho, um desejo, um motivo para sorrir e não um razão lógica para chorar. A saudade não precisa de ser segredo os sentimentos não necessitam de ser ocultados, e as palavras nunca deverão de ser esquecidas ou deixadas de pronunciar. Grita porque há alguém a falar mais alto que tu, corre porque há alguém andar mais depressa que tu, ultrapassa porque estás a ser deixado para trás, sofre porque há quem tenha mais dores, sorri porque há razões para isso e vive como se tudo isto estivesse a arder e hoje fosse a tua única possibilidade para ficar vivo neste teu pequeno cantinho a que chamas de mundo. Porque o mundo só é grande se deixares que ele o seja. O meu?! cabe-me na palma da mão.