Sentados, num momento de simples brincadeira, transformámos o que afirmávamos brincar num momento de prazer, de intensa paixão. Fixei o meu olhar nos teus olhos, que pareciam encontrar-se mais castanhos do que nunca. Pareciam brilhar iluminando-me, pareciam duas luzes, dois focos de calor que me aqueciam ao ponto de fazerem o interior do meu corpo derreter. O objectivo era não te beijar, algo duro, parcialmente impossivél e não sendo impossivél, dificil de concretizar. Fomo-nos aproximando, lentamente, os nossos narizaes tocaram-se transmitindo o calor um do outro. O desejo de tocar com os meus lábios nos teus era cada vez mais intenso, estavas ali tao perto, não dizias nada, não sabia no que estavas a pensar, apenas sabia que estavas a sorrir. Foi então que o meu olhar foi desviado para o teu sorriso, sorriso esse para o qual não há melhor palavra para o descrever que não perfeito. Sorriso esse constituido pelos teus lábios que mais uma vez me faziam fraquejar tentando aproximar-me um pouco mais. Roçámos os narizes pelo rosto um do outro, como se estivessemos a ganhar terreno para o que se iria suceder, as nossas mãos indicaram o caminho dos nossos lábios aos nossos dedos. Puxando-os para baixo, empurrando-os para o lado. Foi então que não aguentei mais, coloquei a minha mão pela profundidade dos teus caracóis, agarreios, e ao mesmo tempo acariciei-os com violencia. Encaminhei a tua cabeça para a minha. E num rasgão de velocidade despertei os meus lábios que se enrolaram perfeita e harmoniosamente nos teus, prolongando um beijo por tempo indeterminado. Tudo o que estava à volta desapareceu, só importavamos nós, na realidade parecia só lá estarmos nós. Até que acabou e incrivelmente o calor que foi transmitido enquanto os nossos lábios se subrepunham consecutivamente num ciclo permaneceu no meu interior, sendo sugado pelo meu coração, local onde tu colocas-te a tua mão. Após o beijo nenhum disse nada, fizemos uma curta pausa e continuámos a beijarmo-nos até que como um ponto final surgiu da minha boca a palavra Amo-te, a unica coisa que importava naquele momento...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Wich Words...
Que palavras deverei escrever? Escrevo porque simplesmente as pontas dos meus dedos adoram tocar no plástico do qual as teclas são feitas e os meus dedos gostam de dançar de letra em letras. Escrevo porque o meu coração e a minha cabeça quase que explodem com tanta informação. Escrevo porque os meus objectos preferidos são as minhas folhas e as minhas canetas. Escrevo porque adoro ver a reacção de cada pessoa a ler um dos meus textos. Porque adoro ouvir um obrigado, um escreves tão bem, ou então alguém a libertar uma lágrima no meio das minhas palavras. Escrevo porque não sei o que hei-de de dizer, porque se calhar por ondas sonoras tudo seria muito mais complicado de dizer ou expressar. Escrevo para explicar ás pessoas que cada uma tem a sua maneira de ver a vida, que cada um é feliz como é e que cada um tem uma maneira de ver o exterior. Ultimamente faço uma grande selecção das palavras que ponho aqui...Costumava jogar a um jogo que à pouco tempo recordei com uma pessoa que incrivelmente sem a ter visto na vida real, sem ter admirado o seu rosto, sem lhe ter tocado para perceber o seu interior, sem ter olhado directamente nos olhos dela para saber se é pura se tornou o que se pode chamar uma boa amiga. O jogo é muito simples. Escolhemos um objecto e descrevemo-lo...Irei fazer isso brevemente...escolher uma palavra ou um objecto e simplesmente escrever tudo o que me vem à cabeça sobre ele...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
The Rose and the Pick 2...
Fiquei imovél. Queria ver-te outra vez. Queria-te de volta. Não me mexia até que voltasses. Mas continuaste a correr até desapareceres do meu olhar. “É só para avisar que tens uma coisa pequena branca no bolso mais pequeno da tua mala.” Era o que dizia a tua mensagem. Estranhei, voltei a ler. Levei as mãos á mala com curiosidade. Parei. Olhei para onde te tinha visto pela última vez e baixei a cabeça. Avançei com a minha mão até ao fundo do bolso, apalpei procurando o que me deixaras e toquei em algo. Tremi e logo uma onda de calor passou desde a mão percorrendo o braço até ao peito e finalmente ao coração que palpitava. “É a palheta.” Apertei com força, tirei a mão e com ela ainda fechada aproximei-a do peito, a tua imagem surgiu na minha mente. Recordei-te como se não te visse á anos. Imaginei-me contigo. Beijava-te e ficava sem folego. Tocava-te e sentia a tua pele suave, quente. O teu cheiro estava debaixo do meu nariz. Ouvia-te e a tua voz soava á mais bela melodia.”Amo-te” disse muito baixinho, como se tivesse medo que alguem ouvisse. Ri-me. Merecias mais do que isso. “AMO-TE!!” gritei. E senti-me leve, os meus pés não tocavam no chão. Abri a mão e o que parecia um pequeno sol na palma da minha mão revelou-se um pedaço de ti. Tal como tu tinhas um pedaço de mim. Os meus pés voltaram a tocar o chão, o meu coração nao parava de bater o que me elevava mesmo estando em terra. Por fim podia ir. Não para te deixar para sempre, pois tinha a certeza que te iria voltar a ver. Mas agora tinha algo especial que me permitia passar os momentos em que nao estava contigo. Parti. E com um sorriso que ninguem me podia tirar, contigo no coração na mente percorri o caminho de volta iluminando a rua, a cidade, o mundo.
The End...
domingo, 18 de abril de 2010
The Rose and the Pick...
A estrada estava iluminada pelos postes de iluminação que se encontravam enterrados de dez em dez metros. O passeio era estreito, apenas para uma pessoa, estava gelado, com o casaco fechado quase até acima, de mãos nos bolsos. Estava sentado à beira do passeio, sonhava acordado, sonhava com algo que não me consigo recordar neste momento. Vinha a caminho um carro que me obrigou a levantar de repente por passar demasiado próximo do passeio. Já de pé, encostei-me contra a parede, incrivelmente quente, no meio de todo aquele frio. Decidi começar a caminhar, em equilíbrio na borda do passeio. Andei uns trinta metros e foi ai que parei examinando uma luz fundida. Pensei no que levava aquela luz fundir-se, quando poderia estar quente e acesa. Pensei porque estava eu ali gelado interiormente...não obti uma resposta concreta para nenhuma das situações. Remexi as minhas mãos nos bolsos, encontrei a minha palheta mais importante de todas, trouxe-a para o exterior, estava na palma da minha mão, branca com o símbolo da Harley Davidson toquei-lhe e voltei a recolhe-la. Continuei o meu caminho pela beira do passeio, algo me deu um encontrão. Dei mais um passo antes de olhar para trás, quando me virei lentamente, após ter perdido o equilibrio e estar já na estrada, já tinha o teu olhar focado em mim. A luz iluminava-te de cima para baixo, tinhas um gancho em forma de rosa, um rosto lindo. Foi então que me lembrei do que tinha estado a sonhar na borda do passeio, sonhava contigo. Subi o passeio, era mais alto que tu ergui a minha mão com os dedos abertos e senti os teus dedos a tocarem nos meus, a cruzarem-se. Apertava-mos a mão um do outro com força partilhando o nosso calor. Como se já nos conhecesse-mos à muito tempo não foi preciso dizer absolutamente nada. Os teus lábios carnudos aproximavam-se dos meus, chegando eu os meus na tua direcção. Tocaram-se, beijamo-nos, senti uma gota de água a passar pelo meio dos nossos dedos, que continuavam à altura dos nossos corações. Muitas gotas vieram então. Larguei os teus dedos para pôr a minha mão no teu rosto molhado. Senti o teu pescoço, tinhas as tuas mãos no meu peito, subi para os teus caracóis e puxei-os com força, ao mesmo tempo que com a minha mão esquerda que permanecia imovél nas tuas costas te puxei para mim. Os nossos lábios eram quase inseparaveis, os nosso corações a bater fortemente, a minha imagem na tua cabeça e a tua na minha. Abri os olhos, continuava a chover cada vez com mais intensidade. Olhei-te nos olhos e desviei o olhar para o chão, o teu gancho tinha caido enquanto te agarrava nos cabelos, baixei-me para apanhar e quando me levantei já lá não estavas...o meu corpo caiu de joelhos no chão, deitei-me sobre as pedras da calçada, deixei uma lágrima correr pela minha face. Apertei o gancho encharcado com força e ele secou, a chuva tinha parado. Olhei vezes sem contas para o gancho, em forma de rosa, vermelho, perfeito e prometi só to devolver quando deixasse de amar mas isso não chegava precisavas de algo para te recordares de mim, tu sabias que precisavas, mas tinhas partido sem dizer nada. Voltei para casa...estava sozinho, por isso fui sentar-me na varanda, virado para a rua, local onde permaneci até ao amanhecer...Decidi voltar para dentro quando senti o teu cheiro e me voltei repentinamente, quase caia. Eras tu que ias a caminhar olhando por todo o lado como se estivesses à procura de algo. Corri para dentro de casa, descendo as escadas a correr para ir em teu encontro, ainda não me tinhas chegado a ver. Corri com todas as forças para o teu alcance, agarrei fortemente no teu braço e perguntei se procuravas algo, ao que tu respondeste: "sim...tu", uma arrepio de apaixono correu por todo o meu corpo omitido pelo meu coração, tirei o teu gancho do bolso, mostrei-to para saberes que tinha esperança de te rever. Escondi a minha palheta na tua mala, dei-te um beijo e corri para longe. Apertei com força o gancho contra o meu peito e mandei-te uma mensagem para revistares a tua mala, tu fizeste-o, eu não estava lá para ver por isso é que te peço que acabes este texto...
Sabias Que?
D: Sabias que eu amo-te?
M: Sabias que estou apaixonada por ti?
D: Sabias que és tudo?
M: Sabias que te quero muito?
D: Sabias que estás sempre na minha cabeça?
M: Sabias que adoro o teu sorriso parvo?
D: Sabias que adoro os teus lábios?
M: Sabias que me fazes a rapariga mais feliz do mundo?
D: Sabias que és perfeita?
M: Sabias que admiro a tua honestidade?
D: Sabias que agradeço por existires?
M: Sabias que adoro olhar para ti quando estás distraido e pensar "eu amo-o!"?
D: Sabias que tenho medo de te falhar com algo que eu possa fazer?
M: Sabias que confio em ti faças o que fizeres?
D: Sabias que nunca gostei de ninguem como gosto de ti?
M: Sabias que és a primeira pessoa que amei?
D: Sabias que pensava que eras um sonho?
M: Sabias que quando li o poema desejei que fosse para mim?
D: Sabias que sempre escondi que o poema era para ti?
M: Sabias que estou com um sorriso parvo?
D: Sabias que me apetecia estar ao teu lado?
M: Sabias que preciso do teu calor?
D: Sabias que me criaste sentimentos em mim que não sabia que tinha?
M: Sabias que te amo?
M: Sabias que estou apaixonada por ti?
D: Sabias que és tudo?
M: Sabias que te quero muito?
D: Sabias que estás sempre na minha cabeça?
M: Sabias que adoro o teu sorriso parvo?
D: Sabias que adoro os teus lábios?
M: Sabias que me fazes a rapariga mais feliz do mundo?
D: Sabias que és perfeita?
M: Sabias que admiro a tua honestidade?
D: Sabias que agradeço por existires?
M: Sabias que adoro olhar para ti quando estás distraido e pensar "eu amo-o!"?
D: Sabias que tenho medo de te falhar com algo que eu possa fazer?
M: Sabias que confio em ti faças o que fizeres?
D: Sabias que nunca gostei de ninguem como gosto de ti?
M: Sabias que és a primeira pessoa que amei?
D: Sabias que pensava que eras um sonho?
M: Sabias que quando li o poema desejei que fosse para mim?
D: Sabias que sempre escondi que o poema era para ti?
M: Sabias que estou com um sorriso parvo?
D: Sabias que me apetecia estar ao teu lado?
M: Sabias que preciso do teu calor?
D: Sabias que me criaste sentimentos em mim que não sabia que tinha?
M: Sabias que te amo?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Excerto....
Sempre quis escrever uma história, na verdade sempre quis escrever um livro algo que dá algum trabalho e por isso nunca levei ao fim uma ideia mas isto parece estar a mudar...Pode não surgir daqui um livro mas pelos menos meia dúzia de folhas gostava de escrever. Ainda não sei bem sobre o que vai ser o esboço já começou, com a entrada de um diário algo que eu sempre quiz...E aqui vai um excerto que se encontra lá para o fim da primeira página, a minha parte favorita até agora...
A mãe uma mulher do mais reles que podia haver no bairro onde morava, prostituia-se até que arranjou dinheiro para um vestido "fino" conseguiu enganar um homem rico e passado uma semana utilizando sempre o mesmo vestido, fez uma mancha. Provocada pelo homem de respeito que dizia amá-la e que a atraiu para uma esquina dizendo querer fazer algo ousado e rebelde com ela, no momento em ue a encosta à parede escura, húmida beijando-a intensamente, com uma mão atrás das costas dela e outra nas suas costas, que retirou uma arma da persilha das calças, rocando-a lentamente pelos seios femininos e robustos que tinha em sua frente desviando as pregas do vestido machando-o com o sangue da mulher que chorava do peito provocado pela munição que se encontrava agora presa no seu coração. Escusado será de dizer que o corpo da sua mãe permaneceu no chão adormecido, despido até se detriorar, mergulhado na poça do seu próprio sangue,na poça que revelava a sua própria desgraça.
Aqui está...e sabe-se lá onde isto vai parar...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
The Way...
Seis da manhã, o silencio permanece em meu redor. O estore está quase fechado, apenas com três filas de gretas abertas, passivas, permitindo aos raios de sol que as transpusessem. Contei cada quadradinho de sol que repousava, estática e calorosamente na parede. Eram exactamente cem menos dez. Por cada punhado de sol que se encontrava naquela parede, pensei num local para onde poderia fugir, sem dizer nada a ninguém, lugares para os quais eu pudesse começar a correr sem olhar para trás. O telemovel, sossegado em cima da mesa de cabeceira, acendeus a luz. Acusava bateria fraca, um sorriso veio directamente aos meus lábios, não queria que me chateassem e em breve ninguém me iria chatear pois restava pouco tempo para partir, pouco tempo que não seria passado a carregar o telemovél. Com o pouco de bateria restante, acendi o ecrã e com essa pequena luz, vesti-me sem fazer um único barulho. Ao fundo do meu quarto encontrava-se uma mochila vazia encostada à minha guitarra. Peguei nela e pus lá para dentro o essencial para a minha partida. Lá dentro apenas entrava o necessário, para sobreviver uns tempos, na viagem que não iria ter destino, rumo, que não iria ter despedida e quem sabe um retorno. No bolso frontal do lado direito encontrava-se uma caixa de pastilhas, no do lado esquerdo a tua rosa, uma recordação tua que me ajudaria no caminho até à primeira paragem. Na minha cabeça recordações, a inconsciencia do acto que estava a tomar, a rebeldia que me corria pelas veias substituindo o sangue.
Sai de casa, passo a passo sem fazer um unico som. Não queria que soubesses da minha partida, não era a primeira pessoa que virias a sair assim do teu alcance, não queria uma despedida porque não valeria a pena, o meu destino não era permanente, apenas umas férias, apenas me apetece cometer uma loucura, talvez apenas queira ver a tua reacção. Fechei a porta sem barulho, deixei a minha chave na fechadura, voltei-me para trás de olhos fechados, como balanço para encarar a realidade. Quando abri os olhos, aquilo que antigamente fora alcatrão havia sido transformado em terra batida, como toda a minha vida disse. A minha vida não passa de uma estrada de terra batida, onde existe a pureza, a alegria no que sou. Onde nunca entrará o alcatrão, que não passa de olhares de lado, dores de cotovelo, rumores e maus caminhos. A estrada era do castanho mais puro que alguma vez vira na vida. Descalcei-me e corri nela umas dezenas de metros sem olhar uma unica vez para trás. Parei, abaixei-me agarrei num punhado de terra e ao senti-la deslizar por entre os meus dedos, apercebi-me de que tudo isto era real. Grão a grão caia aquela pura magia, estava fria, sem uma gota de água. De ambos os lados estavam arvores gigantes que me traziam sombra se eu assim o desejasse. Caminhei longas horas, curvando quando a estrada desejava que eu devia curvar, abrandando quando as minhas pernas pediam para parar, mas nunca parava. Nunca olhava para trás, o caminho era para a frente. De pastilha na boca tentando enganar o estomago, de que era comida, a fome apertava. O verde das arvores desaparecera, deixando o azul do céu à volta, quer de um lado quer do outro. Fadigado de tanto caminhar dei por mim com um pé dentro de uma poça, não bebia àgua desde que acordara. Aquela pequena poça, suja pela terra que a rodeava e pela pisadela que acabara de levar, no meio daquele local, seco e solarento parecia um pequeno lago. Deitei-me, levei as minhas mãos à água, estava morna. Bebi dela, atordoando-a, obrigando-a a agitar-se e ela revelou-me mais do que aquilo que eu estava à espera. Incrivelmente, vi-a a alastrar-se agora tinha pouco menos de cinco palmos e algo impercebivel reflectia nela. Eram recordações, recordações que ao tê-las lembravam-me o porque de eu não querer coisas como o alcóol, ou o tabaco. Coisas dessas vinham da tua estupidez, da tua figura de parvo que fazias com o cigarro na boca e a cerveja pousada na mesa em tua frente. Recordei-me de onde vem o meu caracter, a minha personalidade, vem dos teus erros da tua falta de responsabilidade. Lembrei-me que não me lembro que alguma vez me tenhas dito um adoro-te, ou um gosto de ti. Mas o passado é passado e o que interessava era o momento. Pontapiei a poça, dissipando-a de forma a não poder jamais voltar a ser um pequeno lago.
Larguei a mochila, os bens materiais não me iriam fazer falta. Continuei a caminhar, pensado na pessoa que sou, pensado se serei alguém que vale a pena conhecer, que vale a pena recordar, se tenho bons principios, se alguma vez serei um exemplo e principalmente, como me vez tu agora que estás ai. Pensei no que faria se te visse outra vez nesta estrada, se permitiria que ela fosse alcatroada de forma a desapareceres ou se corria para os teus braços. As forças continuavam a escacear, foi quando olhei pela primeira vez para trás. Uma chuva intensa, forte, com gotas grossas e pesadas disparou. A terra ia ficando molhada alastrando-se para lado nenhum dando liberdade a uma estrada de alcatrão, agora completamente gelado, tinha a certeza que queria voltar para trás. Aquela tempestade não parava e eu já tinha dado os primeiros dois lentos passos na direcção contraria à que afirmei caminhar em busca de um futuro, em busca de uma resposta. Foi então que me lembrei de quem realmente era, aquele que não quer saber do que os outros dizem, aquele que se orgulha de ser quem é e como é. Aquele que apesar de se sentir fraco de afecto ama, aquele que apesar de sofrer, supera-o com um sorriso e meia centena de palavras. Voltei a caminhar para o local onde inicialmente ia mas faltava algo. A tua imagem veio-me à cabeça era de ti que eu precisava para encontrar o fim da estrada. Ao recordar-te o meu coração palpitou mais depressa, apixonado, uma força extrema apoderou-se de mim e corri por entre a chuva, que insistia em fazer-me recuar. Tropecei várias vezes, sempre à tua procura quando te vi, abrigada numa espécie de cubicolo. Espreitaste e uma gota tocou no teu rosto quente e evaporou, o sol eliminou todas as gotas para admirar a tua beleza, a beleza que me pertencia. Tocaste-me enchugaste as minhas roupas como por magia. Beijei-te, durante muito tempo, os nossos lábios cruzavam-se, sobrepunham-se lentamente e apaixonadamente, de olhos fechados e acariciando os contornos corporais um do outro com as nossas mãos. Parecia como o nosso primeiro beijo, algo lindo, romantico que poderia durar para sempre, que queremos que dure para sempre. Os nossos dedos cruzaram-se, tocámos nas costas um do outro apertando os nosso corpos firmemente um contra o outro, sentidomo-nos mais próximos, mais quentes, mais fortes. Caminhá-mos de olhar fixo um no outro, quando chegámos ao fim, onde uma pilha de terra permanecia, pedindo-me para ser moldada, para ser continuada, para ser cuidada. Dizendo-me que o meu dever neste momento é amar-te. agarrar-te com força não te deixando fugir porque és diferente, porque me fazes bem, porque te amo.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Impossible way...
O sol nascia a Oeste, focado no meu rosto, infiltrado no meu olhar. Combatia comigo mesmo para abrir os olhos mas não conseguia. Deixei-me ficar parado, suspirei desesperadamente, mas nada mudou. As forças para me levantar não eram muitas, o corpo estava pesado, os sentido estavam desorientados, o mundo girava demasiado depressa. Lembrei-me do que tinha acontecido na noite passada. Apesar de cansado e mole, estava sóbrio, mais sóbrio que nunca, estava apaixonado. Lembro-me de nós os dois deitados, os nossos braços cruzados, agarrando firmemente o corpo um do outro, as voltas que dávamos, os beijos, os olhares, os momentos em que simplesmente não dizíamos nada e aqueles momentos que dizíamos tudo. Parecia nada mais que um sonho, o teu cheiro a penetrar-se no meu nariz, o sabor dos teus lábios, o calor das tuas mãos, os beijos no teu pescoço. Mas agora, não estavas lá. Superei-me consegui abrir os olhos, o teu lugar ainda estava quente, amachucado pelo teu movimento. O teu cheiro desaparecia lentamente, deixando a saudade presente, e tu simplesmente tinhas desaparecido, sem dizer nada, nem um bilhete em cima daquele local onde ambos nos deitámos juntos pela primeira vez. Teria sido culpa minha o facto de desapareceres? Talvez tivesse abusado, talvez estivesse pouco concentrado no que devia, talvez estivesse pouco concentrado em ti. Levantei-me, fiquei com suores frios, procurei-te por todo o lado, continuavas sem aparecer. Subi ao prédio mais alto que encontrei à minha volta, olhei para todo o lado e não te via. Terias sido um sonho? As tuas marcas, o leve traço do teu cheiro, o teu calor teriam sido apenas produto da minha imaginação perdida à deriva do vento? So havia uma forma de comprovar, e como sonhador que sou só existia uma opção, a opção impossivél aos olhos dos outros. Sabia que era real, ainda sentia o teu sabor nos meus lábios. Foi entao que no topo do prédio dirigime até ao extremo, e saltei afirmando que se fosses real conseguiria voar, porque és tu que me dás a inspiração, para sonhar, para ser diferente, para sorrir. Foi então que numa descida a pique, sem protecções, sem para-quedas, apenas com a roupa que se encontrava no meu corpo, me derigia para a morte, me derigia para o fim. Na queda, o teu tocar voltou à minha cabeça, a imagem dos teus olhos, a imgem das nossas mãos dadas, o teu cheiro e o teu calor me invadiram o coração. E como sonhador acreditei que existias, quando umas asas brancas sairam de rasgões feitos por ninguém nas minhas costas e voei, voei em direcção a ti para te rever e dizer que te amo.
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