Caos...
Pesadelos...
Terror...
Escuridão...
Falta de sítios para te esconderes e te reduzires há insignificância que tens. Sonhos despedaçados como objectos frágeis, tão fáceis de despedaçar como pisar uma flor. Ausência de cheiros para criar recordações e farto de imagens para absorver ainda mais. O fim? talvez um inicio escuro, poderoso e sem calor. Triste? é aquilo que temos que nos tem de dar a felicidade, e por isso o pouco que tenho agarro-o e não deixo que lhe toques, não há tempo, não há qualquer tipo de prazer, apenas sacrifício. Mas tu que muito possivelmente desconheces o que significa realmente a palavra sacrifício perguntaste sobre o que pode ser realmente tal coisa. Sacrificar o corpo, a mente e toda a esperança existente pela falta de luz faz algum sentido? Era o que muitos fariam, não caminham no escuro, tentam o mais rápido possível caminhar para a luz. Têm medo do desconhecido de arriscar ou de descobrir, sem espírito. Mas hoje há uma luz, a luz das chamas que corroem o mundo onde tu e eu habitamos sozinhos, ou um com o outro. Porque apesar de estares ai e eu aqui estamos na mesma sozinhos embora ambos saibamos que a existência um do outro algures num espaço de pouca distancia exista. Felicidade? que morra, que tudo arda e sofra como uma paixão ardente pelo terror do mundo, como o pesadelo do mais fraco, o inconsciente da consciência o segredo mais obscuro, como o fim de tudo e não de todos. O fim não é uma tristeza, ou uma amargura pode ser um sonho, um desejo, um motivo para sorrir e não um razão lógica para chorar. A saudade não precisa de ser segredo os sentimentos não necessitam de ser ocultados, e as palavras nunca deverão de ser esquecidas ou deixadas de pronunciar. Grita porque há alguém a falar mais alto que tu, corre porque há alguém andar mais depressa que tu, ultrapassa porque estás a ser deixado para trás, sofre porque há quem tenha mais dores, sorri porque há razões para isso e vive como se tudo isto estivesse a arder e hoje fosse a tua única possibilidade para ficar vivo neste teu pequeno cantinho a que chamas de mundo. Porque o mundo só é grande se deixares que ele o seja. O meu?! cabe-me na palma da mão.
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