Escorre-me o suor,
Gota a gota de dentro de mim mesmo,
Desde a minha testa,
Invadindo a minha face,
Deixando o seu rasto através do meu pescoço,
Questiono-me sobre,
Sobre...
Sobre o teu significado,
Sobre o porque das minhas pernas estarem a tremer,
Sobre o porque dos rasgões na minha carne,
Sobre os rasgões feitos por dentro,
Que parecem sarados por fora,
Mas que nunca serão curados,
Rastejo,
Não tenho coragem,
O meu lugar é no chão,
Debaixo dos pés das pessoas,
Debaixo dos sonhos,
Nunca ninguém me autorizou a sonhar,
Ao fazê-lo quebrei o limite,
Rebentei uma barreira,
Para agora estar abaixo de tudo e todos,
Para agora ter de lutar de novo,
Ou será que o limite é isto?
Será o chão ou a luta?
A Razão ou a censura?
Um sonho ou...
A vontade de sonhar.
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