sábado, 1 de maio de 2010

Fall With Me...

Levei a mão ao peito, senti a minha pulsação que estava incrivelmente forte. Estava a pensar em ti mas nunca me tinha sentido assim, não parava, levantei-me e fui beber um copo de água para me acalmar, também não resultou. Foi como se mal ela tivesse entrado na minha boca automaticamente evaporá-se. Tentei deixar de pensar em ti por um momento mas o meu cérebro não deixou. Sai para a rua, sentei-me de encontro à porta. Continuava a palpitar muito fortemente. Fui a correr até à paragem do autocarro, faltavam trinta e sete minutos exactos para chegar, não podia esperar tanto tempo, continuei a correr em tua direcção pisei ruas que não conhecia, vi horizontes que me surpreenderam ao ponto de poder ficar a olhar eternamente para eles mas algo me puxava. Desesperado e quase sem ar, meio perdido entrei para dentro do chão, deparei-me no metro desesperado pelo tempo que estava a perder quando deveria estar onde deveria de estar. Talvez pela intensidade do momento sabia para onde me tinha de dirigir. Ganhei balanço e saltei por cima das máquinas que me barravam a passagem por não ter bilhetes comigo. Desci ainda mais uma escadaria, entrei de raspão por entre as portas que estavam quase fechadas. Arranhei o braço, estava agora frio ao contrário de todo o resto do meu corpo que estava suado. Voltei para o exterior, o sol estava quase a pôr-se. Senti levemente o coração a abrandar, talvez já estivesse cansado mas seja o que for que se estivesse a passar naquele momento não descansou por muito tempo. Passei por uma rua estreita, caminhei no máximo da minha velocidade mais uns metros e reconheci aquele lugar, tu já mo tinhas descrito. Puxado por uma força que eu desconhecia conter, o meu corpo encaminhou-se para a porta de tua casa, estava nervoso, superei o meu corpo e sentei-me para me acalmar. A minha temperatura retomou para a normalidade. Bati à porta e quase automaticamente abriu-se, minimamente parecida contigo calculei quem aquela pessoa fosse, um homem caminhou lentamente para o lado dela. Apresentei-me afirmando ser aquele que te ama, aquele que te quer ver feliz para sempre. Aquele que na maioria das noites sonha contigo, aquele que te deseja. Ficaram estupefactos a olhar para mim e mais uma vez puxado pela tal força interior rasguei o meu caminho indo na tua direcção. O prédio tornara-se incrivelmente alto. Alarmados com a minha reacção os teus pais seguiram-me até ao topo já quase sem folgo. Foi ai que te vi nua, na beira do edifício de olhar fixado na estrada, naquele pedaço de alcatrão onde não passavam carros. Admirei o teu corpo perfeito, começando nos teus pés e acabando no teu rosto. Olhaste-me por um leve momento nos olhos, soltei uma lágrima por não saber o que se estava a passar. Os teus pais perguntaram o que se passava mas nenhum de nós respondia! Num pestanejar saltaste, olhei para o teu corpo a cair velozmente olhei para os teus pais e disse-lhes, "o amor existe, a paixão está dentro de nós por isso sou o único que poderei salvá-la". Saltei seguindo o teu caminho, as lágrimas permaneciam sobre as bochechas dos quatro. Os teus pais acharam-me loco, eu achei-me demente mas por ti valia a pena, por ti tudo valia a pena. Inclinei o meu corpo de cabeça perfeitamente paralela com o chão numa descida a pique de forma a ser mais rápido que tu, cheguei ao teu lado, consegui rodar sobre mim mesmo. Toquei-te no rosto e tudo parou. Acompanhei as tuas formas, abracei-te com força e beijei-te. Ambos de olhos fechados pensando que este era o nosso ultimo momento juntos que tudo o que tínhamos passado fosse acabar... fomos enganados, porque ao abrir os olhos as pontas dos nosso pés tocavam no chão e lentamente poisámos sobre a superfície do solo, continuando eternamente o nosso beijo...

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