Prometi-te o final de algo que em tempos te tinha dado. Algo o qual tu pensavas não ter sido feito para ti ou sequer a pensar em ti. Prometi-te o final do poema que te ofereci quando ainda não namorávamos. Quando apenas éramos dois secretos corações apaixonados. Queria que este final de poema te dissesse tudo o que sinto por ti mas também que este fim de poema te surpreendesse por não ser escrito. Sabia que um gesto valeria mais do que milhares de maravilhosas palavras que poderia escrever. Já quase no fim da tarde pedi-te que me acompanhasses, não sabias para onde íamos, na realidade nem eu sabia para onde íamos. A principio parecia que querias permanecer naquele banco de jardim, mas após insistir um pouco acompanhaste-me concedendo-me a vontade. Caminhávamos sempre pela mesma rua. Descíamos e descíamos. Encontrámos uma escadaria pela qual tentei ir mas senti que não seria um bom caminho. Peguei diversas vezes no telemovel para ler sempre a mesma frase: "terei de o escrever pois a voz não me chega e as palavras fogem-me para onde não as consigo agarrar" Pensei em inúmeras frases para te dizer, posso mesmo afirmar que pensei num poema inteiro que tive durante muito tempo na ponta da língua. Antes da escadaria, começaste a ficar com frio, foi ai que larguei a tua mão passando o meu braço suavemente pelas tuas costas para tu te aconchegares a mim. Foi por mero acaso que encontrámos o lugar onde ficámos, penso que podemos mesmo afirmar que foi o destino que nos colocou ali. Estava sentado em cima de um muro, de pernas abertas, ficando tu de pé no meio das mesmas. Sentia que aquele era o momento, sentia que era a altura em que devia começar a dizer tudo o que sinto por ti. Mas a verdade é que não existem palavras para descreverem o que eu sinto por ti. O meu pensamento apenas dizia: amo-te; quero-te para sempre; és tudo; és perfeita; és o amor da minha vida; não te quero perder; nunca fujas; nunca amei ninguém como te amo; és especial; és importante; respeito-te; já chorei por ti sem tu saberes...tirei a mochila e pus-me de pé, olhei-te diversas vezes nos olhos enquanto pensava. Abracei-te com força mais que uma vez. Uma lágrima vinda do nada insistiu em sair do meu olho, não notaste nela, usei um braço para limpar a cara que se encontrava como agora enquanto escrevo este texto. (Lágrimas de felicidade). Foste a primeira pessoa que alguma vez na vida me fez chorar de felicidade. A felicidade que é ter-te para mim e exclusivamente para mim. Beijei-te para permaneceres de olhos fechados e não veres o meu rosto húmido por ti. Entretanto comecei a ouvir um fungar vindo de ti, estavas a chorar pela mesma razão que eu pura felicidade...Ambos chorávamos um pelo outro, um com o outro, as minhas lágrimas encontravam-se nos teus ombros e as tuas sobre o meu peito. Foi ai que eu te disse que eras tudo para mim e que te queria para sempre e melhor que aquilo que eu estava à espera o fim do poema foi um choro de felicidade...
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