Finalmente o reencontro está cada vez mais próximo, mais vivo, mais rebelde. Falta menos de uma semana, as pulsações são fortes, a cabeça confusa, o corpo calmo e o espirito tenso. Ao menos terei alguém especial ao meu lado, a quem posso dar a mão e abraçar como nunca te abracei. Sinto o receio na descida que me leva a tie da subida que significará a despedida. Tenho medo do que se possa revelar, de querer ir e ficar. Tenho medo de admitir a saudade que luto par subterrar na minha mente. Tenho a certeza que me vai custar, já passaram quatro anos, está muito longe e ao mesmo tempo muito próximo. Lembro-me como se tivesse sido ontem, como se tivesse sido agora, neste momento. Quando pouco antes das oito e meia da manhã o telefone soa como uma campainha para um rumo que todos desconheciam, em que ninguem sabia o que fazer. Foi essa "campainha" que me acordou para o que sou hoje, para o que sou agora. Quando recebi um abraço frio, sem amor e a mensagem que tinha de passar a comportar-me como um homem me entrou na cabeça. Ainda não tinha percebido em o que se passava, mas tudo passava inclusivé o tempo que me obrigou a ser isto. Hoje foste substituido, por mim o pequeno rapaz sobre o qual todos tinham pena por te ter perdido. Mas a pena cansou-me e cansado que estava aprendi que o caminho é sempre a direito, que não existem curvas nem pequenos desvios. Foi a pena que me fez pensar no que eras e porque raio as pessoas pensavam que tinha pena? Pensei no que eras, pensei no que erraste no que gostarias de ter feito e nunca chegaste a fazer. E foi a partir dai desses pensamentos que me revelaram os teus erros e do que não gostava em ti que me formei, que me envolvi e desenvolvi e continuarei a desenvolver.
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