domingo, 21 de março de 2010

Night...

Numa noite escura, onde o céu escondido pela noite se confundia com os edificios camuflados pela sombra. As estrelas fracas e nenhum sinal de vida. Um poste de iluminação fundido, ao qual eu estava encostado. Um som irritante vindo de um rádio a fazer mau contacto. Eu sem saber o que fazer, lembrei-me. Lembrei-me porque me encontrava encostado naquele local, porque estava cansado, porque a mala que tinha às costas estava pesada, porque não te tinha ao pé de mim e não sabia onde estavas. Olhei para onde pensava ser o céu e apenas encontrei o chão, tinha o mundo ao contrário, sentia a tua falta, queria um pouco do teu calor. Deixei-me cair, arranhei o pescoço, as pernas, e os braços nas pedras da calçada. Retirei lentamente a mala das minha costas, senti-me mais leve mas na mesma perdido. Sentia o sangue a correr dos meus joelhos para o chão gota a gota a abandonar-me lentamente, pensava não ter muito tempo. Rodei sobre mim próprio em busca de um sinal teu, em busca do teu rosto, da tua alma, do teu cheiro. Encontrei a lua o que me fez lembrar os teus olhos, esses olhos brilhantes que me iluminam, que me alegram e acalmam. Lembrei-me do teu sorriso simplesmente perfeito, o sonho de qualquer um. Lembrei-me do som da tua voz que entrou na minha cabeça como a música mais linda do mundo. Mas ainda não te tinha encontrado a ti!
Pensei que tudo o que tivesse passsado não tivesse existido, que nunca tinha sentido os teus lábios, que nunca te tinha apertado com força, que nunca te tinha tido nos meus braços, mas mesmo assim ergui-me para seguir à tua procura quer existisses ou não. Deixando tudo para trás, todos os valores toda a minha moral, apenas importavas tu!
Caminhei fraco sem saber por onde ia constantemente com o olhar focado na lua, que me trazia a tua imagem à cabeça. Caia de cinco em cinco minutos pela estrada, pensava não aguentar mais, mas também pensava que era real. Tinha uma lágrima quente a escorrer-me pela cara por estar a correr tudo e não te encontrar. Passado duas horas encontrei um lago, olhei lá para dentro e encontrei-te no meu refllexo, toquei-te e desapareceste, olhei para trás e também não estavas lá. Agora uma certeza apoderava-se de mim eras demasiado perfeita para existires. Lavei a cara esforçosamente para acordar. Olhei em frente e ouvi um barulho, o meu corpo renasceu o meu coração voltou a bombear o meu sangue. Consegui caminhar pela água sem sequer a sola dos meus pés molhar porque sabia que do lado de lá estavas tu. Comecei cada vez mais a aproximar-me do outro lado do pequeno lago, já sentia o teu cheiro, eras real, estavas lá!
Cheguei a ti, completamente restaurado, as feridas tinham desaparecido, o calor tinha voltado, as minhas mãos estavam frias e o meu coração quente. Olhei nos teus olhos e percebi porque estava apaixonado. Porque tinha a pessoa mais bonita do mundo à minha frente. Tentei falar mas algo me impedia. Eram os teus lábios, estavam quentes e lentamente roçavam nos meus. A minha lingua tocou na tua e nada mais importava. Os meus braços rodiaram-te apertei-te aproximaste-te ainda mais, o medo tinha fugido...

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