Sentados, num momento de simples brincadeira, transformámos o que afirmávamos brincar num momento de prazer, de intensa paixão. Fixei o meu olhar nos teus olhos, que pareciam encontrar-se mais castanhos do que nunca. Pareciam brilhar iluminando-me, pareciam duas luzes, dois focos de calor que me aqueciam ao ponto de fazerem o interior do meu corpo derreter. O objectivo era não te beijar, algo duro, parcialmente impossivél e não sendo impossivél, dificil de concretizar. Fomo-nos aproximando, lentamente, os nossos narizaes tocaram-se transmitindo o calor um do outro. O desejo de tocar com os meus lábios nos teus era cada vez mais intenso, estavas ali tao perto, não dizias nada, não sabia no que estavas a pensar, apenas sabia que estavas a sorrir. Foi então que o meu olhar foi desviado para o teu sorriso, sorriso esse para o qual não há melhor palavra para o descrever que não perfeito. Sorriso esse constituido pelos teus lábios que mais uma vez me faziam fraquejar tentando aproximar-me um pouco mais. Roçámos os narizes pelo rosto um do outro, como se estivessemos a ganhar terreno para o que se iria suceder, as nossas mãos indicaram o caminho dos nossos lábios aos nossos dedos. Puxando-os para baixo, empurrando-os para o lado. Foi então que não aguentei mais, coloquei a minha mão pela profundidade dos teus caracóis, agarreios, e ao mesmo tempo acariciei-os com violencia. Encaminhei a tua cabeça para a minha. E num rasgão de velocidade despertei os meus lábios que se enrolaram perfeita e harmoniosamente nos teus, prolongando um beijo por tempo indeterminado. Tudo o que estava à volta desapareceu, só importavamos nós, na realidade parecia só lá estarmos nós. Até que acabou e incrivelmente o calor que foi transmitido enquanto os nossos lábios se subrepunham consecutivamente num ciclo permaneceu no meu interior, sendo sugado pelo meu coração, local onde tu colocas-te a tua mão. Após o beijo nenhum disse nada, fizemos uma curta pausa e continuámos a beijarmo-nos até que como um ponto final surgiu da minha boca a palavra Amo-te, a unica coisa que importava naquele momento...
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